Prazeres

Viagem Medieval em Terras de Santa Maria

Submetido por SMP em 1 Agosto, 2005 - 02:20

Ontem, pelas sete e meia, rumámos a Terras de Santa Maria, para o medieval festim. Por 10€, ou melhor, por 10 ceitis, no sopé do castelo, o rei «oferecia» aos seus súbditos duas sandes de porco no espeto, uma peça de fruta e vinho à discrição. A fome e a alegria transformavam as parcas peças num manjar dos deuses. Um atraso de meia hora muito português, e muitas troupes de crianças-já-não-tão-crianças a perseguir os mais inacutos e a imitar-lhes cada gesto completavam o quadro. Por mim, não me livrei de que me rodeassem em plena relva entre risos, troçando da minha boca cheia de farinha.
Nunca tinha visitado a feira medieval de Santa Maria, apesar dos tempos em que vivi ali bem perto, e confesso que não esperava aquele grau de organização. O festim correu bem e animado, mas mais ainda gostei da feira que se estendia do centro do burgo pela encosta acima. Muitas espadas, muitos vestidos de dama, muitas aves de rapina, muitos escudos, muitos brasões, e doces conventuais daqueles que nos fazem perceber a necessidade que a Igreja sentiu de inventar um Inferno.
Aliás, não falta por ali o que comer: muitas tascas, algumas ad-hoc construídas, outras improvisadas sobre o néon dos cafés contemporâneos. O porco arde no espeto a cada canto e há mesmo uma tasca árabe onde, por poucos ceitis deduzo, se consegue uma pita árabe ou vegetariana, conforme os gostos. Pessoalmente, recomendo as trouxas de ovos com marmelada de castanhas e nozes, de comer e chorar por mais (€ 1,25) e o pão com chouriço a €1 cada, quentinho do forno.
Conto voltar lá ainda nesta edição; consultem aqui o programa e não deixem de fazer o mesmo. Vale bem a pena.

Franchisers de respeito

Submetido por SMP em 17 Julho, 2005 - 16:13
Este «prazer» em particular vai escapar um tanto à linha geral da rubrica, que aponta para coisas com qualquer toque especial, único e, por isso, raramente na linha do comercial ou do mainstream. De qualquer forma, não vejo razão para não louvar o que de bom se vai fazendo nas grandes cadeias, e que merece ser provado por quem vai passear pela América do Norte.

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Tommy's Joint, Van Ness Av, San Francisco

Submetido por SMP em 17 Julho, 2005 - 15:46
Talvez o sítio mais original onde já me sentei para comer qualquer coisa. O Tommy's Joint, na esquina da Geary com a Van Ness (a avenida onde fica virtualmente TUDO em São Francisco), parece, do lado de fora, uma mistura de barracão de parque de diversões com um bordel do faroeste. Tivemos algumas dúvidas em entrar, e que grande experiência estivemos quase a perder!

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West End House, Killarney

Submetido por SMP em 15 Julho, 2005 - 07:45
Aguarela de Jo-Anne Yellen, dos Brushwood Studios

Encontrar - bastante inverosivelmente, aliás - o site da West End House foi uma surpresa simpática e carregada de saudade. A pitoresca Killarney (Irlanda, County Kerry) é das cidades que mais associo ao conceito puro de felicidade.
A West End House é uma Bed & Breakfast familiar e, ao mesmo tempo, um conceituado restaurante. Infelizmente, apenas me posso pronunciar sobre a primeira das facetas mas posso asseverar que, se a qualidade do restaurante for a mesma do alojamento, é uma aposta ganha.
Este simpático estabelecimento fica a 5 minutos do centro da cidade, mesmo a jeito para um passeio a pé. Foi construído, como todos os demais edifícios daquela rua, pelos duques de Kenmare, cuja mansão ficava a poucos minutos de caminho.
Em 1894 Lady Kenmare fundou ali uma escola de gravação de madeira. Foi, de resto, um professor daquela escola o autor das cenas da Via Sacra criadas para a Catedral Católica de St. Mary's, que actualmente se encontram no mosteiro franciscano da cidade.

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Townhouse, Dublin

Submetido por SMP em 15 Julho, 2005 - 07:04
Não podia deixar de começar este ciclo de reviews com um dos mais acolhedores hotéis em que já tive o gosto de estar, e que me deixa ainda mais saudades pelo facto de pertencer à «minha» verde Irlanda. O estabelecimento existe desde 1978, mas as Townhouses originais correspondiam às elegantes residências familiares de dois famosos dramaturgos - Dion Boucicault (1829 - 1890) e Lafcadio Hearn (1850 - 1904). A sua lembrança ainda percorre o hotel através de fotos e manuscritos originais das suas peças espalhadas pelo lobby. Também os nomes dos quartos, todos diferentes, lhes prestam homenagem: cada espaço toma o nome de uma das suas obras.
Em 1997 o Hotel foi expandido, tendo passado então a integrar uma nova aula (The Townhouse Mews) em estilo minimalista, com mobiliário de designer e uma simplicidade elegante.

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