Interesting times

Submetido por SMP em 12 Outubro, 2006 - 20:24

... nem sei o que diga de uma lei deste género, aprovada num país como a França. Se o contrário do totalitarismo é a liberdade para podermos afirmar que um pau é um pau, também não deixa de ser a liberdade para afirmarmos que um pau é uma pedra, se isso nos passar pela cabeça. Principalmente quando, como é o caso, o "pau" e a "pedra" em questão não são elementos objectivos.
Que um Estado retire aos seus cidadãos esta liberdade equivale a remeter a um silêncio forçado todos aqueles que não pensem by the book. Não tarda que, para eu poder afirmar livremente que uma parede branca é preta, tenha de entregar às autoridades mandantes um atestado médico de daltonismo.
Nem a propósito, acabei hoje The Man in the High Castle do Philip K. Dick. Talvez pudesse enviar uns exemplares ao senado francês, na esperança que lhes ilumine as mentes na hora de votar a proposta de lei. Put things in perspective.
Sempre haverá quem queira reescrever a História, e isso deveria ser perfeitamente admitido numa sociedade livre. Contra o pensamento luta-se com o pensamento e não com Decretos-Lei. Fixar um passado de contornos subtis em pedra não torna mais verdadeira a Verdade; mas torna menos livre a Liberdade.

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Submetido por Anónimo (não verificado) em 13 Outubro, 2006 - 17:13

A lei francesa é tanto mais estúpida quanto gira à volta de uma palavra, "genocídio", palavra cujo significado é altamente discutível.

Para sermos caridosos para com os deputados franceses, temos que reconhecer que eles votaram esta lei por motivos de pura política interna, isto é, num esforço para ganhar os votos da minoria arménia (Charles Aznavour e outros que tais). Não é, quiçá, uma lei para aplicar mesmo.

Este blogue tem andado muito parado. Era bom que a SMP postasse com mais frequência.

Luís Lavoura

Submetido por SMP em 14 Outubro, 2006 - 16:35

Não sei se não será para aplicar mesmo; as leis paralelas relativas ao nazismo (por exemplo, relativas à comercialização de memorabilia ligada ao Nacional Socialismo) já têm sido efectivamente postas em prática.

Feliz mas infelizmente ao mesmo tempo, o tempo tem sido muito escasso para postar, em comparação com os tempos em que comecei o blog. De qualquer forma, a grande paragem do último mês deveu-se a uma viagem e ao subsequente retomar da engrenagem. Prometo tentar ser mais assídua nos próximos tempos :).

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 3 Novembro, 2006 - 04:17

Comentário ao comentário de SMP:

As "leis paralelas" não são exactamente as relativas "por exemplo, à comercialização de memorabilia ligada ao Nacional Socialismo", mas sim e muito concretamente a famosa lei Fabius-Gayssot, imposta pelo poder judeu, muito bem tolerada por quase toda a gente com voz audível, e positivamente adorada pela classe política que promove leis semelhantes em pelo menos 12 países europeus, perante o silêncio confrangedor da carneirada em que nos transformámos. Refiro-me, é claro, à lei que proíbe a análise crítica da gigantesca mistificação histórica que dá pelo nome de "Holocausto".

Breve introdução ao tema aqui:
http://www.ihr.org/main/leaflets.shtml

Submetido por SMP em 6 Novembro, 2006 - 00:03

Sem prejuízo de continuar a achar que cada um tem o direito de construir a verdade histórica como entender, e expressar essa construção, quando alguém me fala em "mito do Holocausto" fico logo com os cabelos em pé.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 6 Novembro, 2006 - 09:35

Há que examinar essa reacção um tanto descabelada para perceber o resto, prezada parceira pensadora. Sobretudo há que pensar e repensar sem subterfúgios: se não fosse a necessidade de se limitar um pouco o abismal isolamento das escolhas divinas para que os bem-aventurados anjinhos não comecem a murmurar excessivamente, bem poderiam os tais lá do Ararat (com érres) limpar as mãos à parede, como sói dizer-se...

E por que diabo de razão se poderiam repensar livremente tantos mitos históricos sem problemas ou relutâncias de maior e só a (literalmente) prodigiosa história dos pretensos matadouros humanos a gás e do não menos fantástico extermínio dos 6 milhões suscitaria tanta proibição e levantamento capilar?

Já sei que é pela liberdade de expressão e, segundo presumo, também de investigação, mas note que não estou a perguntar se acha bem ou mal, se é por estes ou aqueles, e por aí fora. Nada disso. Estou simplesmente a perguntar, a propósito do pecado original: «porque será que é proibido…?». O mais interessante é sempre o porquê…

Espero que não leve a mal se lhe recomendar este filmezito artesanal mas extremamente interessante (convem ver as duas partes), para ajudar a assentar a cabeleira:
http://www.codoh.com/author/cole.html

Note que o chamado «Holocausto» -- não interessa se verdadeiro ou falso para a definição de termos, i.e. para que saibamos de que estamos a falar, em vez de nos limitarmos a debitar ruído -- não é uma coisa qualquer desprovida de formato e conteúdo. Mas penso que até aí não lhe estarei a dar novidade nenhuma, nem será preciso ir consultar o «I Quing», como a Juliana que julgava que vivia num mundo de verdade e só no fim do livro é que percebeu que vivia... num mundo ficcional.

Constatação essa que, de resto, também a leitora pensadora poderá muito «pirandellicamente» ter feito, já que a constatação da verdade revelada pelo «pesado gafanhoto» também a compromete...

;)

Interesting times to hop around, indeed: quanto mais alto o castelo, mais salta o gafanhoto. E aqui há sabedoria, ó prezada pensadora.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 10 Novembro, 2006 - 15:27

Note-se aliás, se me é permitido voltar ao assunto, que o parti-pris apriorístico (irreflectido? subconsciente?) se torna por demais evidente na própria expressão da SMP: «sempre haverá quem queira reescrever a História»...

E porque não «sempre haverá quem queira investigar a História», prezada pensadora? Quando é que a sua investigação pessoal e aprofundada das cortinas de fumo e sound bytes holocáusticos a convenceu da veracidade dos mesmos?...

Submetido por SMP em 10 Novembro, 2006 - 16:18

Meu caro, pode voltar ao assunto sempre que quiser, evidentemente; peço desculpa por não ter tido tempo, ultimamente, paPara responder convenientemente aos comentários deste sítio de discussão. A utilização das palavras que faço não é preconceito inconsciente: é mesmo opinião. Eu tenho uma posição acerca do que aconteceu e, nessa medida, parece-me lógico que me refira a quem a contraria como estando a reescrever a História. Até porque, muito embora estando nós a falar de factos controversos, eles apenas são controversos porque não temos acesso à verdade histórica toda. Mas isso não invalida que tenha havido uma; poderá ter sido a minha, ou a sua: mas são factos passados e objectivos que, quando muito, poderão sofrer diferentes interpretações. Eu tomo uma posição acreca de qual tenha sido essa verdade histórica e, nessa medida, quem a contraria (não já quem a interpreta diferentemente de mim) está a reescrever a História. Não preciso de acrescentar que é livre para o fazer, porque acho que já percebeu sobejamente que não questiono isso.
Quanto ao momento em que fiquei convencida que o Holocausto existiu, talvez tenha sido mais ou menos no mesmo em que o caro pedro se convenceu que não; que se pode dizer mais?

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 10 Novembro, 2006 - 23:33

Uma vez que a utilização das palavras que faz «não é preconceito inconsciente: é mesmo opinião» e que tem «uma posição acerca do que aconteceu», concluo que, ao contrário do que a minha pergunta retórica sugeria, sabe de facto do que está a falar.

Congratulo-me com o facto, tanto mais que a sua opinião, sem dúvida bem informada, provém de alguém com formação jurídica e gosto pela actividade racional crítica e diligente, como o subtítulo do seu estimado blogue sugere.

E nesse caso não posso deixar de aproveitar a oportunidade (raríssima!) para lhe colocar uma questão que muito me preocupa: como é que explica que nas (supostas) câmaras de gás homicidas de Auschwitz-Birkenau -- o fulcro do «Holocausto» onde (supostamente) se gazearam centenas de milhares (ou milhões, consoante as preferências) de vítimas -- não se detectem vestígios do «azul de prússia» cianídrico presente em largas quantidades nas que se destinavam à desinfecção de roupas com o mesmíssimo pesticida, o famoso Zyklon B? (Veja, por exemplo o Relatório Rudolf aqui: http://www.vho.org/GB/Books/trr/ ).

Submetido por SMP em 12 Novembro, 2006 - 22:12

Meu caro: vou, em mostra de boa fé, agradecer-lhe os como que elogios, procurando fazer de conta que não compreendo a ironia que os envolve.
Lamento desiludi-lo, mas veio ao sítio errado se pensa que vou entrar em discussões de pormenor sobre este assunto consigo. Não porque pense, evidentemente, que tais discussões não se podem ter ou devem ser tabu, mas porque não penso que possamos chegar a entender-nos sobre isso, afastados como estamos dos factos. Nem a tudo se pode ter acesso conveniente através da internet, por muito que a aparência isso sugira. O argumento "ad googlum" não prova nada.
Por princípio, há discussões que me parecem estéreis. Muito do que era dito no «Loose change» também era verdadeiro ou pelo menos concebível; era a conclusão que era rísivel.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 13 Novembro, 2006 - 07:01

Resposta à Parceira Pensadora:
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Meu caro: vou, em mostra de boa fé, agradecer-lhe os como que elogios, procurando fazer de conta que não compreendo a ironia que os envolve.

E que mal fazem os como que elogios e um pouco de ironia, caríssima e como que diligente pensadora? Que tem a dizer a autora do imortal pronunciamento «fiquei convencida que o Holocausto existiu [...] mais ou menos no mesmo [momento] em que o caro pedro se convenceu que não» a mais um pouquinho de ironia bem-intencionada?...
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Lamento desiludi-lo, mas veio ao sítio errado se pensa que vou entrar em discussões de pormenor sobre este assunto consigo.

Hmmm, agora sem ironia alguma, a sua atitude parece-me muito típica: primeiro a aparência de sólida opinião e melhor informação sobre o dogmático assunto. E, logo a seguir, a inesperada e incompreensível impossibilidade de explicar e argumentar, ao invés do ansiado esclarecimento, como se de revelações celestiais falássemos...

«Discussões de pormenor», as câmaras de gás de Auschwitz, diligente pensadora?! Isso não é um pouco como dizer que acredita em bruxas voadoras mas recusa discutir a banha de criança anti-gravidade com que elas untam os corpos para poder voar (segundo inúmeras testemunhas processuais, entre as quais as próprias bruxas)?

Mas seja como pretende. Esqueçamos os «pormenores» e discutamos apenas o «elefante no meio da sala», como na imagem do prof. Arthur Butz. Deixe-me fazer-lhe uma citação inicial para a tentar a ler o resto:

*** Quote ***
"When in the discussion of some subject we criticize somebody because 'he can't see the forest for the trees,' we refer to a special sort of intellectual failing. We do not mean that the object of our criticism is incompetent or that his views on the subject of interest are erroneous or irrelevant. His views may, on the contrary, be buttressed by investigations of depth and power that would be a credit to any intellect. We mean that he is so focused on details that he fails to see the subject in proper and larger context, especially from the higher perspective which, if adopted and pursued, would solve many of the problems that excited general curiosity in the subject in the first place.
"When I first addressed an IHR conference three years ago I explicitly made reference to this problem by pointing out that on p10 of the Hoax of the Twentieth Century I had mentioned the consideration that, if appreciated adequately, would have made much of my study superfluous:
"The simplest valid reason for being skeptical about the extermination claim is also the simplest conceivable reason; at the end of the war they were still there.
"Through all of the controversy on the 'Holocaust' my thoughts have continually returned to this point. "That so much controversy could have raged, with only rare occurrences of this observation, raises questions that are worth exploring."
*** End quote ***
Foi tentada, prezada pensadora? Sucumba à inquirição pecaminosa, sucumba a ler o resto com as luzes interiores acesas, e vai ver que será uma experiência satisfatória. Aqui fica o endereço do elefante:
http://www.vho.org/GB/Journals/JHR/3/4/Butz371-405.html
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Não porque pense, evidentemente, que tais discussões não se podem ter ou devem ser tabu, mas porque não penso que possamos chegar a entender-nos sobre isso, afastados como estamos dos factos.

Ora aí está mais um interessante argumento. Calculo que como estamos igualmente «afastados dos factos» estejamos impossibilitados de concluir o que quer que seja sobre praticamente tudo o que não tenha acontecido ontem aqui no bairro, como por exemplo: a formação do sistema solar, a grande extinção pérmica, a expedição ateniense a Siracusa, os processos medievais de feitiçaria, os milagres de Fátima, e por aí fora ad infinitum. Caramba! Não lhe parece que a vida intelectual se vai transformar numa parvalheira de monotonia?...

A não ser que considere mesmo o caso indiscutível, não como eu suspeitava (mea culpa!) por não fazer a mais pequena ideia do que iria discutir, para além do que pudesse ter visto nos «docudramas testemunhais» da TV, mas apenas porque o infeliz que lhe ousa pedir alguns esclarecimentos para melhor ultrapassar as dúvidas, é considerado a priori um caso perdido...

Mas, ainda que assim fosse, não lhe parece uma atitude injusta? Então e os outros, prezada pensadora, não contam? Não reparou que estamos a falar num local público? Desde quando é que as discussões interessantes têm de ser em secreto tête-à-tête, em exclusivo benefício dos contendores (irredutíveis ou não)?!...
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Nem a tudo se pode ter acesso conveniente através da internet, por muito que a aparência isso sugira.

Então, se assim pensa, porque não procura acesso a outro tipo de informação mais sólida e permanente, como eu faço há muito tempo? Se quiser vir até minha casa, terei muito prazer em lhe emprestar as obras de Rassinier, Faurisson e muitos outros, muitas delas anteriores de décadas à existência da Internet. E até, se quiser, a minha própria pesquisa acerca de falsificações fotográficas relacionadas com o dito «Holocausto». Não confunda o longo e difícil trabalho de análise critíca nos próprios locais e arquivos com o único vector possível de divulgação! E note que, se a sua alergia à Internet a faz espirrar, nada a impede de imprimir os textos em árvores mortas para melhor e mais detidamente os apreciar.
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O argumento "ad googlum" não prova nada.

E em que consiste esse, já agora? Não diga. Deixe-me adivinhar. É assim como quem diz: «como o Google não é uma fábrica de certezas, com reconhecimentos notariais apensos que pudessem dispensar a minha própria actividade crítica de diligente pensadora, prefiro ir informar-me de forma mais descansada através das fontes legalmente autorizadas que não ousariam certamente -- coisa inacreditável e sem precedentes! -- enfiar-me o barrete». Será isso que quer dizer?

Mas que grande desilusão, ó prezada pensadora, tão rápida na insinuação e tão parca nos argumentos. Nem parece de jurista, causídica e quasi-libertária!...
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Por princípio, há discussões que me parecem estéreis.

«Por príncipio»? Assim mesmo, sem exame, sem procurar compreender os factos nem responder aos argumentos? Como se chama esse modo de actividade intelectual? Religião? Doutrina? Confiança no Oráculo (como o bom do Mr. Childan)? E ossinhos rúnicos de adivinhação, já experimentou?
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Muito do que era dito no «Loose change» também era verdadeiro ou pelo menos concebível; era a conclusão que era rísivel.

E como se chama o pensador que considera as conclusões risíveis sem as examinar e argumentar, prezada e diligente, hem, hum, bloguista?...

Submetido por SMP em 13 Novembro, 2006 - 15:11

Vá, meu caro, desista lá de me querer iluminar; não percebo de onde veio essa súbita missão. Não falta, por essa blogosfera fora, quem esteja morto de vontade por discutir este assunto consigo, e pronto a dar-lhe todos os améns que precisa. Se quiser marco-lhe uma jantarada com meia dúzia deles.
A liberdade que defendo começa na liberdade de escolher os assuntos que se quer discutir; mas há uma fatia de pensadores por essa net fora a quem se não pode falar nas borboletas riscadas do Biafra, que não venham discutir se existiu ou não o Holocausto.
É evidente que não estou tão bem documentada como o meu prezado interlocutor; nem é de espantar, visto que não fiz do tema a minha cruzada pessoal. De resto, sinto-me livre para rejeitar a temática, visto que não fui eu que a trouxe à baila. Assim sendo, a nossa conversa seria sempre uma conversa de surdos, com o meu caro a debitar informação aos molhos. Pior que isso, da circunstância de eu não lhe contrapor com molhos semelhantes concluiria, infalivelmente, que estava do seu lado a razão. Não é novo para mim esse sistema. Fiquemo-nos, pois.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 14 Novembro, 2006 - 02:54

Nova resposta à Parceira Pensadora:
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Vá, meu caro, desista lá de me querer iluminar; não percebo de onde veio essa súbita missão.

É simples. Veio de dois factos facilmente constatáveis se reler o que escreveu:
***
1º facto) Da sua relutância em atacar o gigante (a lei Fabius-Gayssot que proíbe a investigação crítica do suposto «Holocausto» dos judeus pelos alemães, o mais poderoso mito histórico dos nosso dias), preferindo bater no pigmeu (uma lei igualmente francesa que proíbe que se comercialize memorabilia nazi). Claro que não está em questão o carácter maléfico de ambos os tipos de legislação, mas tão somente a sua diferença de grau e, se me perdoa a ousadia, a miopia da diligente pensadora, que afinal me parece muito menos diligente do que publicamente se apregoa (é verdade que o que lá está escrito é «diligência possível», mas certamente não levará a mal que eu, por boas razões que têm a ver com o tom do seu blog, tendesse a sobrestimá-la). Note que o tema por si inicialmente abordado (a recente lei sobre o suposto «Holocausto» dos arménios pelos turcos) era directamente referenciável à anterior enormidade imposta pelo poder judeu (até através da sua própria razão primeira de existência!), mas em vez disso foi apenas a mesquinha lei relativa à "memorabilia nazi" que fez irrupção no seu blogue. Foi um pouco como ver a caçadora de tigres a caçar mosquitos, e daí a minha chamada de atenção, tanto mais que a divulgação e contestação da silenciosa lei Fabius-Gayssot (uma lei celerada passada às tantas da manhã num parlamento quase deserto, na sequência da montagem de Carpentras, e muito pouco mencionada em público, apesar dos seus tremendos efeitos) não apresenta ainda riscos de maior, pelo menos em Portugal.
***
2º facto) E, posteriormente, da sua reacção horrorizada («cabelos em pé») e insinuação de que o revisionismo do «Holocausto» é no fundo uma falsificação («sempre haverá quem queira reescrever a História»). É claro que não me enganei quando interpretei o seu «reescrever» nesse sentido de substituição da (suposta) verdade recebida no Monte Sinai por mentiras malfazejas, como a sua posterior resposta confirmou, e não no sentido oposto de deslocação da mentira primária e propagandística pela investigação científica e rigorosa dos factos históricos.
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Não falta, por essa blogosfera fora, quem esteja morto de vontade por discutir este assunto consigo, e pronto a dar-lhe todos os améns que precisa. Se quiser marco-lhe uma jantarada com meia dúzia deles.

Prezada amiga, aquilo que os diligentes pensadores menos precisam neste mundo é dessa gente dos améns. Daí o interesse no confronto de posições adversariais. Note aliás que o leitmotiv judeu é justamente, e ao contrário do que julga, o da recusa de debate para «não ofender a memória das vítimas e não dignificar os negacionistas». Mas não passa pela cabeça de ninguém mandar prender os defensores da Terra Chata ou da Teoria da Criação, pois não? Porque será então?...
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A liberdade que defendo começa na liberdade de escolher os assuntos que se quer discutir; mas há uma fatia de pensadores por essa net fora a quem se não pode falar nas borboletas riscadas do Biafra, que não venham discutir se existiu ou não o Holocausto.

Já observou a forma como a sua própria linguagem revela -- e pela segunda vez nesta curta troca de impressões -- o carácter orwelliano da entidade fantasmática a que procura, sem perceber bem porquê, emprestar solidez ontológica? Diria por exemplo que a Segunda Guerra Mundial «existiu», tal como o monte Evereste ou o sistema solar existem? É claro que não. O que diria é que a Segunda Guerra «aconteceu» ou «teve lugar», na esfera dos acontecimentos históricos, e não na das abstracções metafísicas, lá nas alturas platónicas, como diz do «Holocausto» que em sua opinião «existiu»...

E porque será isso? Porquê essa salivação inconsciente ao som da sineta holocáustica, prezada correspondente? Porquê a relutância em abordar o pormenor, para, logo a seguir, recusar também a abordagem do (suposto) gigantesco acontecimento global?
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É evidente que não estou tão bem documentada como o meu prezado interlocutor; nem é de espantar, visto que não fiz do tema a minha cruzada pessoal. De resto, sinto-me livre para rejeitar a temática, visto que não fui eu que a trouxe à baila.

Permita-me que discorde, tanto no que respeita a quem trouxe o assunto à baila, como à sua cruzada pessoal tal como publicamente a apresenta.
Um assunto pode ser trazido à baila precisamente pela sua gritante omissão no seio de uma dada temática. Por exemplo, se estou a falar das lutas independentistas peninsulares da década de 1640 e me limito a citar o caso da Catalunha, parece-me inteiramente lógico que me recordem o caso -- bem mais grave para a monarquia ibérica -- da simultânea e bem sucedida revolução portuguesa.
Quanto à sua cruzada pessoal, pensava eu que era em prol da liberdade e da racionalidade tout-court, e não apenas da liberdade de compra e venda de items de coleccionismo. Fico pois a saber que o seu modelo devocional é mais o do Mr. Childan e seus patos Donalds para nipão ver, que o da corajosa Juliana, disposta a escalar as difíceis muralhas dos mais altos castelos...
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Assim sendo, a nossa conversa seria sempre uma conversa de surdos, com o meu caro a debitar informação aos molhos.

E quem lhe disse que a informação aos molhos conduz necessariamente à ignorância e à cegueira, prezada pensadora? E quem lhe disse que a surdez não resulta muitas vezes do excesso de decibéis propagandísticos sem oposição da sua parte?
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Pior que isso, da circunstância de eu não lhe contrapor com molhos semelhantes concluiria, infalivelmente, que estava do seu lado a razão.

E quem lhe disse, ó inefável devota da verdade-que-não-admite-dúvidas, que a razão não está de facto do meu lado, uma vez que recusa tanto a informação que lhe posso proporcionar, como o seu confronto com a sabedoria alheia por que se julga possuída (uma vez que não a faz sua e até manifesta o seu receio de a ver bater em retirada)?
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Não é novo para mim esse sistema. Fiquemo-nos, pois.

Às suas ordens.

Submetido por SMP em 14 Novembro, 2006 - 11:20

Já está devidamente identificado, como queria, o seu comentário anterior. Esta acção só é permitida ao administrador, não por especial carolice minha, mas por definição do programa.

No demais, o meu caro gosta de se ouvir, e de ficar sempre com a última palavra. Não lhe estrago o gozo. Até mais.

Submetido por José Manuel Sebrosa (não verificado) em 14 Novembro, 2006 - 13:48

Considero-me mal informado sobre a questão da História da 2ª GM, do Holocausto, etc., e não tenho tempo para me informar melhor. Nem tenho tempo para ler tudo o que neste blog se escreveu sobre o assunto, portanto peço desculpa se vou dizer algo que foi já dito.

Gostava de contribuir com esta singela peça de informação: O link para o texto oficial da Lei Gayssot, no site oficial da República Francesa. Ei-lo:

http://www.legifrance.gouv.fr/texteconsolide/PCEAA.htm

O artigo relevante é o número "24 bis". É curtinho, e chega-se lá rapidamente pesquisando pelo texto "24".

Acho que aquilo é uma boa leitura. Para mim, foi...

Submetido por SMP em 14 Novembro, 2006 - 15:35

Obrigada pelo contributo :).
Bom, evidentemente, como liberal mas acima de tudo como jurista, incomoda-me tanto ler esta norma como aquela outra pela qual um conjunto de iluminados resolveu fixar o valor de pi. Penso que é um atentado à liberdade de expressão e uma traição à inteligência do Homem enquanto animal capaz de dar significado às coisas, interpretando-as.
Mas, nisto, de resto, acho que eu e o meu interlocutor dos comentários acima concordamos.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 15 Novembro, 2006 - 11:03

Mais sobre a lei Fabius-Gayssot (*) e sua aplicação aqui:
http://vho.org/aaargh/fran/polpen/delcroix/pp1.html

Notícias das perseguições mais recentes nos diversos países podem ser procuradas, por exemplo, nestes sítios:
http://www.ihr.org/index.html
http://vho.org/aaargh/fran/fran.html
http://www.codoh.com/index.shtml
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(*) Convém não dizer só "lei Gayssot", porque não é só à fachada comunista que deve ser atribuída a sua paternidade.

Submetido por José Manuel Sebrosa (não verificado) em 15 Novembro, 2006 - 20:50

A equiparação entre a Lei Fabius-Gayssot e a fixação jurídica do PI é muito discutível. Não gostamos de nenhuma delas, mas a equiparação termina aí. Há inúmeras leis ridículas e/ou obsoletas em vigor em vários países, que não são aplicadas e apenas existem porque nunca ninguém se deu ao trabalho de as revogar. Por exemplo, uma lei sobre a obrigatoriedade dos taxistas londrinos transportarem uma pá para limpar as fezes dos cavalos que puxam o carro, ou lá como era... :^)

O problema com a Lei Fabius-Gayssot é que ela é efectivamente aplicada.

Isto indicia interesses e pressões efectivamente (e não especulativamente) existentes na sociedade. Não estamos a falar de teorias de conspiração, mas de factos. As pressões, seja qual for a sua origem, (não me vou dispersar nessa discussão) são suficientemente fortes para fazer passar uma lei ignominiosa como aquela, e para a fazer aplicar, com as resultantes e inacreditáveis condenações e penas (que destroem efectivamente carreiras e vidas).

Isto é muito mau.

A mim, faz-me desconfiar, pois quem tem a razão, os factos e as provas materiais do seu lado não precisa de protecção juridica que reprima a apresentação de elementos contraditórios.

Pessoalmente, não passo da desconfiança, pois como disse na outra mensagem não estou informado sobre este assunto, nem tenho tempo para estar. Mas o efeito que saber desta leizinha teve em mim foi brutal, pois aguçou e muito o meu espírito crítico sobre o tema específico do Holocausto. Se "eles" querem impedir o debate, eu fico com curiosidade em saber porquê...

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 15 Novembro, 2006 - 23:19

Note-se, aliás, que a fixação através da lei de um valor «cómodo» para o número irracional (e absolutamente preciso) a que chamamos "pi", parece não passar de um mito urbano. Embora existam numerosas menções anedóticas a tentativas desse tipo, em muitos locais diferentes, por parte de legisladores ignorantes ou excêntricos, parece que nunca nenhuma delas, ao contrário da lei estadual do Tennessee que condenava o darwinismo e originou o famoso «Monkey Trial», teve qualquer espécie de sucesso ou passou a lei, mesmo temporariamente. Veja-se por exemplo, esta interessante série de comentários sobre o tema:
http://www.museumofhoaxes.com/hoax/aprilfool/comments/862/

Permita-se-me acrescentar, a propósito de legislações matematicamente milagrosas, que a situação é bem diferente -- nada hipotética! -- no que toca às actuais leis que, em numerosos países europeus (e não apenas em França e na Alemanha) nos proíbem de duvidar desse tipo de prodígios. Refiro-me, é claro, aos que supostamente se terão verificado em Auschwitz-Birkenau e muitos outros locais onde os nazis teriam, ao que se pretende, conseguido abolir as leis e imposições físicas da Natureza para levar a cabo o «Holocausto» que, aliás, teve o prodigioso resultado de multiplicar os judeus, como o simples exame dos prodigiosos números de «sobreviventes», ainda hoje a receber indemnizações, mais de seis décadas depois das pretensas acções de extermínio sobre os nunca mais de 4 milhões e meio que os alemães detiveram na sua esfera, indica.

Ver, por exemplo, uma brevíssima introdução aos milagrosos gaseamentos de Auschwitz (os tais que não deixaram vestígios de azul-de-prússia cianídrico nas câmaras onde pretensamente se praticava o extermínio através do pesticida comercial Zyklon B, mas os deixaram com abundância nas câmaras de despiolhamento de roupas onde se salvavam vidas... através do pesticida comercial Zyklon B) aqui:
http://forum.codoh.com/viewtopic.php?t=2651&highlight=1000+words

A melhor maneira de combater as leis censórias, prezada Parceira Pensadora, é divulgar as verdadeiras razões da sua existência.

Submetido por SMP em 16 Novembro, 2006 - 11:20

Sebrosa: é evidente que o Homem pode e deve procurar desmontar os tabus que dominam as sociedades, especialmente quando lhes cheire que eles são artificial e superiormente impostos com razões mais ou menos obscuras. Todavia, neste caso específico, e sem querer discutir se é ou não o caso, parece-me em abstracto que a proibição de discutir o Holocausto podia concebivelmente ter surgido do puro horror de quem o viveu. De qualquer forma, evidentemente que estou contra ela, como já todos compreendemos, e não é disso que se trata; o que me aborrece um bocado é ver que em determinadas fatias da comunidade, e tanto mais quanto se chega às ditas elites pensantes, não se pode ter uma conversa sobre o assunto mais remoto que não venha a desembocar nisto. É a Godwin’s law, mas ao contrário...

Quanto à fixação do PI, se é um mito urbano é bem documentado:
http://www.faqs.org/faqs/sci-math-faq/specialnumbers/lawPieq3/

Pedro Botelho:
E dura, e dura... Caríssimo, é evidentemente livre de divulgar essas razões, ou melhor, aquelas que julga ser essas razões. Não pode querer é obrigar-me a concordar consigo quanto a elas. Nem sequer, repare, querer obrigar-me a discuti-las.
É tão livre que tem estado a expô-las nestes comentários, nos últimos 3 dias, e nem sequer lhe cobrei pelo advertising space.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 16 Novembro, 2006 - 22:50

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[...] o que me aborrece um bocado é ver que em determinadas fatias da comunidade, e tanto mais quanto se chega às ditas elites pensantes, não se pode ter uma conversa sobre o assunto mais remoto que não venha a desembocar nisto. É a Godwin’s law, mas ao contrário...
Interessante desabafo que me deixa um pouco atónito. Não sabia que o tópico era tão popular nas tais fatias que frequenta. Mas, com a devida vénia, reitero o pedido de que releia o que escreveu: o seu tema não era mesmo nada remoto, uma vez que o assunto que trouxe à baila (e muito bem) foi a lei de conveniência que proíbe duvidar do «extermínio» dos arménios pelos turcos, lei essa que obviamente se explica pela existência prévia da lei Fabius-Gayssot que por sua vez se explica -- como todas as censuras, sempre e em toda a parte -- pelo medo da verdade.

Pelo que julgo ter percebido, sabe que um determinado assunto é censurado através de leis orwellianas como nunca antes nenhum outro assunto dessa magnitude foi (nem o próprio Estaline teve a «chutzpa» de fixar abertamente a História através da lei!), mas «aborrece-a um bocado» que as pessoas insistam e o abordem sempre que podem, em vez de obedecer cegamente aos surrealistas poderes censórios constituídos?! Estranho...

(?)~~ :(
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Quanto à fixação do PI, se é um mito urbano é bem documentado:
http://www.faqs.org/faqs/sci-math-faq/specialnumbers/lawPieq3/

Convém ler com atenção. O que a sua própria referência diz parece confirmar o que eu sugeri (sem, de resto, ter investigado o assunto muito detidamente): "The roll was then called and the bill passed its third and final reading in the lower house. [...]'That evening the senators were properly coached and shortly thereafter as it came to its final reading in the upper house they threw out with much merriment the epoch making discovery of the Wise Man from the Pocket.'" Ou seja, o ridículo projecto de lei passou na câmara baixa, mas foi chumbado na alta (o senado estadual), "with much merriment" ao que parece, e portanto jamais teve força de lei.
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Caríssimo, é evidentemente livre de divulgar essas razões, ou melhor, aquelas que julga ser essas razões. Não pode querer é obrigar-me a concordar consigo quanto a elas. Nem sequer, repare, querer obrigar-me a discuti-las.

Lamento desiludi-la, mas não deve confundir «discussão» (entre pares, i.e. partes com opiniões diferentes mas níveis de informação mínimos) e «instrucção» ou «esclarecimento» (i.e. que decorre de partes que assumidamente se reconhecem em extremos opostos no que respeita a informação).
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É tão livre que tem estado a expô-las nestes comentários, nos últimos 3 dias, e nem sequer lhe cobrei pelo advertising space.

Atitude que só lhe fica bem. Outra coisa não seria de esperar de uma idealista libertária com elevados princípios e coerência.Também não me passou pela cabeça cobrar-lhe o que quer que fosse pelas informações que tive todo o gosto em lhe facultar. Já pensou bem no significado da palavra «revisionismo»? Quer dizer olhar duas vezes, ou três, ou mais. Quer dizer, no fundo, "pensar e voltar a pensar", prezada parceira pensadora.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 16 Novembro, 2006 - 23:59

Leia-se «instrução» e não «instrucçao», é claro.

Submetido por SMP em 17 Novembro, 2006 - 10:33

Em relação ao valor de PI, não me interessa tanto se um determinado diploma chegou ou não a entrar em vigor, mas o ridículo de ter chegado a ser proposto.
No demais, e considerando que se tem em tão alta conta, tenho de repetir aqui o que já uma vez disse, na medida em que este blog parece atrair pessoas desejosas, não de debater, mas de iluminar: os discípulos é que escolhem os mestres, e não o contrário. E, caríssimo, eu não o escolhi, não quero ser iluminada e está a desperdiçar comigo essas pérolas de sabedoria. Doravante, portanto, neste tópico, fica aberto o placo para que diga o que bem entender (e já sei que dirá porque não suporta que seja outro a dar a última palavra), mas da minha parte só terá ouvidos moucos.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 17 Novembro, 2006 - 16:10

Que j'aime à faire apprendre un nombre si utile aux sages (etc.)
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Em relação ao valor de PI, não me interessa tanto se um determinado diploma chegou ou não a entrar em vigor, mas o ridículo de ter chegado a ser proposto.

Penso que essa é uma atitude muito perigosa. Parece-me evidente que deve existir uma enorme diferença entre o direito à excentricidade (considere os numerosos defensores actuais do «Creacionismo» nos EUA) e o pseudo-direito à sua imposição (considere o julgamento Scopes, o "Monkey Trial", de 1925).

Dispenso-me de lhe lembrar que não são os defensores da teoria da suspensão das leis da Natureza em Auschwitz & alhures que são caluniados e perseguidos na sua vida diária, despedidos dos seus empregos, impunemente agredidos, ilegalmente sequestrados e deportados, arruinados através de multas, condenados a penas de prisão, e até fisicamente assassinados (caso de Xavier Duprat), mas sim os infelizes parceiros pensadores que procuram responder racionalmente a este escandaloso estado de coisas.
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No demais, e considerando que se tem em tão alta conta,

Permito-me chamar-lhe a atenção para as suas próprias palavras: «É evidente que não estou tão bem documentada como o meu prezado interlocutor; nem é de espantar, visto que não fiz do tema a minha cruzada pessoal». Não sou eu que me tenho em nenhuma conta particularmente alta (ou baixa); é a minha prezada amiga que a partir de certo momento manifesta a sua relativa ignorância sobre o assunto que abordou. E a ignorância não é vergonha nenhuma, a não ser quando dela decorrem auto-satisfação e orgulho descabidos...
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tenho de repetir aqui o que já uma vez disse, na medida em que este blog parece atrair pessoas desejosas, não de debater, mas de iluminar:

Mas porquê essa alergia à iluminação, uma vez que não se encontra (em sua própria opinião) em condições de debater? Que mal faz iluminar uma discussão com novos dados? Toda a gente é livre de se comprazer nos seus dogmas religiosos favoritos, desde que não procure impô-los aos outros, mas não lhe parece que se pensa melhor quando se fica de posse de mais dados?
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os discípulos é que escolhem os mestres, e não o contrário.

Certo. Mas a menos de discípulo apático que não interesse a mestre nenhum, isso não deve servir de argumento para o impedir de enfrentar os mestres rejeitados ou o dispensar de pensar. E eu não tenho senão apreço pelo seu blogue: por isso me dou ao trabalho de o ler (e comentar, quando o comentário me parece desejável e apropriado).
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E, caríssimo, eu não o escolhi, não quero ser iluminada e está a desperdiçar comigo essas pérolas de sabedoria.

Está obviamente no seu direito, mas quando se faz um blogue em que se solicitam comentários, não parece curial criar a impressão de que os comentadores que têm a solicitude de lhe prestar atenção a querem forçar ao que quer que seja. Os únicos forçados aqui são os que têm o peso de lei iníquas contra si por essa Europa fora, não lhe parece?
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Doravante, portanto, neste tópico, fica aberto o placo para que diga o que bem entender (e já sei que dirá porque não suporta que seja outro a dar a última palavra), mas da minha parte só terá ouvidos moucos.

Obrigado pelo placo aberto, mas o que é um «placo»? No Houaiss não vem como palavra autónoma; só vem como antepositivo: «Placo-: qualquer superfície larga e chata (etc.)»...

Também não entendo muito bem essa sua obsessão da «última palavra», esse culto muito «holocáustico» do Grande Intocável Sagrado que só as classes sacerdotais devem poder contactar, competindo-nos a nós seguir os seus ditames e evitar a todo o custo ofender as suas susceptibilidades porque «sofrem muito» etc.. Já no velho Templo de Jerusalém, anterior ao actual Yad Vashem onde se celebra o muito rentável «Indescritível» e «Inominável», só o sumo-sacerdote é que podia ver o que se escondia atrás da cortina. Porque seria, prezada pensadora?...

Um dos princípios do chamado «revisionismo» como método histórico é que há certamente verdades e falsidades, mas, dada a fragilidade da condição humana, não deve haver «últimas palavras» no que toca à investigação, discussão e livre pensamento.

Submetido por Pedro Botelho (não verificado) em 18 Novembro, 2006 - 00:21

Nova correcção, se me dá licença: o nome do assassinado em 1978 por revisionismo não é Xavier Duprat, conforme escrevi no meu comentário anterior, mas sim François Duprat:
http://www.revisionists.com/revisionists/duprat.html

Se quiser informar-se de um caso escandaloso de perseguição recente, que mostra a que ponto os poderes que contam receiam o confronto pacifico e o debate acima de tudo, recomendo-lhe que siga o que se passou (e passa) com o pacifista e revisionista Ernst Zundel, praticamente raptado nos EUA e deportado para o Canada', onde permaneceu detido ao abrigo da recente legislacao anti-terrorista (não é piada, é mesmo verdade), até ser novamente deportado como «ameaça à segurança nacional», desta feita para a Alemanha onde está neste momento a ser julgado num processo kafkiano de "negacionismo do Holocausto" onde os seus próprios advogados de defesa estão legalmente impedidos de fornecer provas em favor das teses do acusado...
http://www.revisionists.com/revisionists/zundel.html

Submetido por samuk (não verificado) em 23 Maio, 2007 - 01:46

eu tenho um virus no meu computador e como eu fomato meu computador eu presiso de ajuda vc pode mea judar

Submetido por samuk (não verificado) em 23 Maio, 2007 - 01:48

eu tenho um virus no meu computador e como eu fomato meu computador eu presiso de ajuda vc pode mea judar

Submetido por Anónimo (não verificado) em 28 Maio, 2007 - 08:02

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Submetido por Anónimo (não verificado) em 28 Maio, 2007 - 08:02

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Submetido por Anónimo (não verificado) em 28 Maio, 2007 - 08:02

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Submetido por Anónimo (não verificado) em 28 Maio, 2007 - 08:02

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