A imaginação, ah, a imaginação

Submetido por SMP em 9 Agosto, 2006 - 19:20

Imaginemos que a Humanidade um dia acede ao conhecimento necessário para viajar no tempo. Se eu utilizo essa possibilidade para viajar até ao futuro e conhecer invenções inexistentes na minha época, e tento registá-las como minhas, estarei a violar direitos do inventor (o direito à patente, enquanto direito a obter o exclusivo da sua invenção, neste caso)?
O direito baseia-se na realidade de uma determinada sociedade. Na sua realidade alargada, incluindo o horizonte das suas realizações científicas. O advento da clonagem provou isso à exaustão. Mas é sempre um exercício delicioso procurar além da superfície do direito, nas suas entranhas e nas suas raízes, à luz das things that could be. Também ao Direito a ficção científica tem muito que ensinar, como pretendi argumentar aqui. Por estas e por outras, recomenda-se estas notas sobre Heinlein e o Direito Intelectual.